Como o gênio da noite, que desata
o véu de rendas sobre a espada nua,
ela solta os cabelos
bate a lua
nas alvas dobras de um lençol de prata.
O seio virginal que a mão recata,
embalde o prende a mão
cresce, flutua
Sonha a moça ao relento
Além na rua
preludia um violão na serenata.
Furtivos passos morrem no lajedo
Resvala a escada do balcão discreta
Matam lábios os beijos em segredo
Afoga-me os suspiros, Marieta!
Oh surpresa! Oh! Palor! Oh! Pranto! Oh! Medo!
Ai! Noites de Romeu e Julieta!
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