|
|
Tela de leitura
|
Ilusão
|
Dizes que sou feliz. Não mentes. Dizes
Tudo que sentes. A infelicidade
Parece às vezes com a felicidade
E os infelizes mostram ser felizes!
Assim, em Tebas - a tumbal cidade,
A múmia de um herói do tempo de Ísis,
Ostenta ainda as mesmas cicatrizes
Que eternizaram sua heroicidade!
Quem vê o herói, inda com o braço altivo,
Diz que ele não morreu, diz que ele é vivo,
E, persuadido fica do que diz…
Bem como tu, que nessa crença infinda
Feliz me viste no passado, e ainda
Te persuades de que sou feliz!
|
Ilusão
Dizes que sou feliz. Não mentes. Dizes
Tudo que sentes. A infelicidade
Parece às vezes com a felicidade
E os infelizes mostram ser felizes!
Assim, em Tebas - a tumbal cidade,
A múmia de um herói do tempo de Ísis,
Ostenta ainda as mesmas cicatrizes
Que eternizaram sua heroicidade!
Quem vê o herói, inda com o braço altivo,
Diz que ele não morreu, diz que ele é vivo,
E, persuadido fica do que diz…
Bem como tu, que nessa crença infinda
Feliz me viste no passado, e ainda
Te persuades de que sou feliz!
Augusto dos Anjos
|
Augusto dos Anjos
|
|
|
| |
| Ações |
Compartilhar |
Sugerir correção |
Adicionar à minha coleção |
Imprimir |
|
|
|
|