Poema Logos Hesitações

 
O que virá...?

Vez por outra não há nada...
Vez em sempre eu me confundo com o mundo.

Sem cessar o resto fada...
Cessando continuamente não sobro, afundo.

O que será...?

Quiçá lutar e sentir a alma abandonada...
Quiçá fugir e grunhir a dor honrada de um oriundo.

Sobejar memórias vanglórias...
Sobejar o carecer da modéstia no orbe em que me confundo.

O que atuar...?
Monetizar mais improbabilidades da História...
Ou derruir o mal em que abundo?

Endeusar a mais nítida escória...
Ou martirizar a miséria, o caos, a ralé e o ilustre paladar imundo?

Meandros do Confisco...
Estilha do Arauto...
Melindra do Ignoto...
Sulco do Inócuo...
Simetria do Anódino...
Pesar do Arisco...
Cálice do Astuto...
Ósculo do Esgoto...
Molície do Suplício...
Brios do Fóbico...

Obtuso mundo em que caminhas
Intruso fundo de certas linhas
Difuso fluxo de onde vinhas
Encruzo mais do que as minhas.

(J) Garotto

 
 
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